Toxina botulínica é usada em tratamentos estéticos e terapêuticos, apresentando resultados satisfatórios para diferentes condições, desde sudorese até cefaléia.
A toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum, sendo que após purificação torna-se apropriada para tratamentos estéticos e também terapêuticos.
Apesar de as aplicações estéticas serem as mais conhecidas, diversas pesquisas revelam novos usos da toxina botulínica devido aos seus efeitos e segurança da substância. Entenda a seguir!
Ao ser aplicada no tecido subcutâneo, a toxina botulínica promove uma paralisia controlada da musculatura impedindo que impulsos neuromusculares emitidos pelo cérebro sejam captados pelo músculo.
Dessa forma, o objetivo principal da substância é que a musculatura tratada deixe de responder aos estímulos cerebrais, permanecendo em repouso.
O uso ponderado e médico da substância garante o efeito almejado sem resultar em uma aparência estática ou artificial.
Atualmente, existem diversos tratamentos baseados nos efeitos da toxina botulínica do organismo. Conheça os principais deles a seguir.
O principal uso continua sendo para tratamentos estéticos, especialmente para o rejuvenescimento facial.
A aplicação na musculatura da face impede as contrações que resultam no surgimento e aprofundamento das rugas faciais, de forma a tornar as expressões mais amenas e menos marcadas por esses sinais.
A substância também é usada em abordagens de harmonização facial em conjunto com outros recursos, como o preenchimento facial e estímulo de colágeno.
Para harmonização a toxina botulínica é usada para amenizar as rugas dinâmicas, como os pés de galinha, mas também para corrigir insatisfações relacionadas ao sorriso gengival e olhar caído.
O bruxismo pode resultar em problemas maxilares severos devido à constante contração da musculatura e ossos da região. O tratamento com toxina botulínica impede essa contração involuntária, amenizando tais quadros.
A sudorese, também chamada de hiperidrose, consiste no suor excessivo e não relacionado ao calor ou atividades exercidas, causando desconforto e também problemas de convívio social.
A toxina botulínica é utilizada para impedir o funcionamento excessivo das glândulas sebáceas, podendo amenizar quadros de sudorese nas axilas, mãos, pés, cabeça e outras áreas corporais.
O estrabismo foi a primeira condição tratada Ainda na década de 1980. O relaxamento da musculatura dos olhos contribui para amenizar o quadro, apresentando resultados satisfatórios de acordo com o grau inicial.
Os espasmos musculares ou tiques nervosos são condições neurológicas nas quais os pacientes têm movimentos involuntários decorrentes de sinapses cerebrais inadequadas.
Os espasmos acometem pessoas com patologias diversas como doença de Parkinson, lesões encefálicas, esclerose múltipla, mas também pessoas com fobia social, por exemplo.
A cefaléia é uma condição classificada como uma das mais debilitantes pela Organização Mundial da Saúde. Em geral, essa dor de cabeça intensa tem início com tensão muscular na região cervical.
É utilizada para promover o relaxamento dessa região, resultando na descompressão da musculatura responsável pelo início das crises de cefaleia, amenizando a recorrência da condição.
Absorvido pelo organismo dentro de 4 a 6 meses após a aplicação, o que demanda novas aplicações periódicas para manutenção dos resultados.
Portanto, a toxina botulínica tem diversas aplicações terapêuticas e estéticas, sendo que apenas um especialista poderá identificar se a abordagem com a substância é a mais apropriada.
Saiba que todo procedimento envolve riscos. Consulte sempre um médico.
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